Escola Epheta - A Fundadora

Nydia Moreira Garcez nasceu em 21 de janeiro de 1913, em Curitiba. Filha do Engenheiro João Moreira Garcez e da Sra. Leonor Silveira da Mota Garcez.

Aos 5 anos de idade sofreu uma enfermidade cujo tratamento resultou em perda total da audição. Diante do quadro de surdez completa seus pais buscaram um trabalho especializado. Recebeu boa educação com o Filólogo Professor Saul Borges Carneiro no Rio de Janeiro, que lhe ministrava aulas individualmente durante mais ou menos nove anos.

Aprendeu a falar francês e adquiriu uma excelente leitura da fala.

Em 1925 interrompeu seus estudos no Rio de Janeiro regressando a Curitiba, sendo matriculada no Colégio da Divina Providência onde fez seus estudos regulares.

Estudou desenho e pintura em Curitiba com o Professor Alfredo Andersen e quando este faleceu com o Professor Guido Viaro.

Mantinha contato com adolescentes e jovens com deficiência auditiva que não haviam desenvolvido a fala e se comunicavam por intermédio de sinais, freqüentadores do Instituto Nacional dos Surdos no Rio de Janeiro e no Instituto Pestalozzi. O fato de não se comunicarem pela fala muito a contristava, de acordo com seu próprio relato.

Em 1947 sentiu o chamado para a Vida Religiosa ingressando na Sociedade das Filhas do Coração de Maria.

Sonhava em fundar uma Escola para pessoas com surdez sendo totalmente apoiada por seu pai. Impressionada com o problema das pessoas com deficiência auditiva que não tinham atendimento em Curitiba, fundou a "Escola para Surdas Mudas", em 1950, que mais tarde passou a se chamar "Escola para Surdos Epheta", cuja denominação atual é "Escola de Educação Especial Epheta", mais conhecida como "Escola Epheta".

Começou a Escola com quatro alunas, em regime de internato, dispensando-lhes ensino individualizado segundo o método do Professor Saul Borges Carneiro. Neste período freqüentavam a nova Escola em regime de internato, meninas ouvintes com o objetivo de uma experiência integrada entre surdas-ouvintes. Com o decorrer dos anos a Escola passou a ser mista, atendendo também a meninos vindo a receber um número cada vez maior de alunos.
Nydia foi Diretora da Escola Epheta durante 25 anos e em sua luta incansável pela expansão e aperfeiçoamento do trabalho, com o auxílio da Sociedade das Filhas do Coração de Maria, por intermédio da Associação de Educação Familiar e Social do Paraná, mantenedora da Escola, além de aplicar recursos próprios empenhou-se em estabelecer Convênios com Órgãos Públicos, bem como Campanhas de arrecadação de recursos com a participação da comunidade local, a fim de garantir o ensino gratuito a meninas órfãs.

Recebeu inúmeras homenagens de jornais e TV como o do Programa "Além do Dever" que focalizava a sua vida desde a infância e premiações como o "Pinhão de Ouro" e diversos Diplomas de Cursos, Simpósios e Congressos sobre a Educação de pessoas com deficiência auditiva, que freqüentou em no Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, São Paulo, Buenos Aires...

A Campanha da Fraternidade, em 1972, cujo Tema era: "Serviço e Vida" - Descubra a Felicidade de Servir. Ofereceu-lhe o Diploma pelos serviços realizados. É autora do Livro os "Surdos Ouvirão", destacando a importância da Educação Religiosa na vida das pessoas com deficiência auditiva.

 
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